Band Of Skulls
Diga ao rei que fico, vai ter Band Of Skulls. Então, meu povo, não jogue seus copos fora ainda, pois teremos muito som por aqui hoje com o trio Russell Marsden (Guitarra/Vocais), Emma Richardson (Baixo/Vocais) e Matt Hayward (Bateria). Confesso, não foi amor a primeira vista, eles custaram um pouco para me conquistar, mas aí de pouco em pouco foram invadindo minha playlist. Hoje em dia eles andam sempre comigo, passeiam de carro e estão sempre ao meu lado. Sem contar que sempre os levo para as festinhas alheias (que raramente estão acontecendo, mas relevem) e sempre contagiam o pessoal. Claro, falando das músicas mais agitadas, outras podem provocar sonolência em tais eventos (but, é muito amor ouvir em outros momentos).
Os queridos se conheceram nos tempos de universitários e iniciaram sua corrida pelo rock sob o nome Fleeing New York (realmente, Band Of Skulls é bem melhor). Adquiriram experiência e traçaram um belo e longo caminho até lançarem seu debut álbum, no ano de 2009. Valeu cada minuto, pois Baby Darling Doll Face Honey é um ótimo álbum e recebeu, em sua maioria, críticas positivas. O disco constitui de faixas bastante diferentes entre si, expressam diversas situações, sentimentos e pensamentos. Algumas soam extremamente agitadas, propositalmente sujas e outras pedem momentos onde é preciso parar e apenas sentir a sintonia, curtir a melodia e incríveis duetos. Se puderem, dêem uma conferida na arte da capa do álbum, expressa muito bem o que é o som da Band Of Skulls, uma encantadora mistura. Ah, lembrando que essa arte foi baseada em pinturas da baixista/vocalista Emma, demais, né? Mas vamos ao que mais interessa, as músicas:
Light Of The Morning
Death By Diamonds and Pearls
Patterns
Demais! Um pensamento que tenho sobre a banda foi perfeitamente expresso em uma resenha sobre o álbum (e meio que sobre a banda em geral) no PopMatters.com no qual comentam que o álbum apenas não tem um som unificado e concluem “No fundo, Baby Darling Doll Face Honey é uma promissora estréia de uma banda com mais de um cantor/compositor talentoso e mais que algumas idéias rolando por suas cabeças coletivas. Aqui há esperança de que eles encontrem suas pernas e refinem seu foco para o segundo disco”. Eles são extremamente interessantes, mas tem potencial para fazer algo ainda mais grandioso e memorável e sinceramente acho que eles irão encontrar esse caminho.
Até a próxima.
Jules
The Soft Pack
Definitivamente havia planos de postar antes aqui no Aumenta o Som e Traz Mais Uma, acabei relaxando. Bom, mas com certeza esse clima despreocupado combina com o conceito do blog, preciso ser levado pelo feeling para escrever sobre as bandas. Além do mais, às vezes o garçom demora um pouquinho mais para trazer aquela gelada, não é mesmo? E hoje vamos pedir muitas, pois o clima está quente aqui. Não estamos mais nessa estação, mas sintam a brisa litorânea de verão californiano da The Soft Pack formada por Matt Lamkin (Vocal/Guitarra), Matty McLoughlin (Guitarra), David Lantzman (Baixo) e Brian Hill (Bateria).
Então, The Soft Pack é o tipo de banda que encaixaria perfeitamente na trilha sonora de filmes e seriados conduzidos por dias ensolarados e noites ferventes somados a cenários praianos. Por muitos momentos, imagino como por meados de 2003/2004 as músicas deles casariam perfeitamente com o seriado The OC, o qual era um celeiro de bandas originadas da cena independente. A levada tem fortes influências do por muitas vezes chamado “punk dos anos 60” ou rock de garagem, do punk rock e surf rock. Letras em sua maioria divertidas com uma carga bastante positiva. Escutem algumas:
Answer To Yourself
Parasites
C’mon
Algo bem legal é como desde os primeiros EPs eles tinham definido mais ou menos como a banda iria soar e transportaram essas características ao seu debut homônimo, lançado em fevereiro de 2010. Outro ponto interessante é que eles têm fidelidade a tais características, produziram algo menos comercial. Não é o tipo de banda que você passa a ouvir influenciado pelos meios de massa, que está na boca e conhecimento geral das pessoas. Sinceramente me agrada muito músicos que tem gosto e amor por sua arte independentemente de estar constantemente na mídia ou não.
Apesar disso não pensem que eles são uma banda desconhecida, eles tem uma base de fãs e ouvintes muito significativa. Já apareceram em grandes canais como MTV, programas como de David Letterman, participaram de turnês com Franz Ferdinand, Phoenix, White Lies e Black Lips e fizeram a alegria de muitos corações indies em festivais como SxSW. Porém, se você antes desse post não fazia idéia de quem eles eram, agora conhece. Espero que assim como eu, curta o som. Fuckin’ good music!
Fico por aqui e dedico o post de hoje a minha amiga Jéssica Bernardes que está de aniversário e adora The Soft Pack.
Abraço!
Jules
Holger
Não lembro ao certo quando conheci a Holger, penso que foi por meados de 2008 em drops dos intervalos comerciais da MTV Brasil. Gostei ouvindo aquele breve trecho, mas confesso que não procurei saber mais sobre a banda logo em seguida. Tempos depois fiz aquela busca básica na internet e fui parar no MySpace deles. Não baixei as músicas, apenas voltava na página quando estava a fim de ouvir. De qualquer forma, lembro de uma Holger claramente independente, sem grande produção, de tom leve com um pé no folk e outro no indiepop e músicas com pequenas evoluções do início ao fim.
Novamente por um longo período não havia mais ouvido ao som dos caras até o momento em que me deparei com “Sunga”, primeiro álbum da banda lançado em 2010 pela Trama Virtual. Fiquei surpreendido, a sonoridade mudou. Abandonaram as características folk e ingressaram num indie rock regado de batidas afro, tropicalistas e sintetizadas levando o corpo do ouvinte a movimentos agitados e dançantes. As mudanças provaram a competência em migrar por diferentes experiências musicais, sem contar que isso trouxe propriedade e originalidade ao som do quinteto de São Paulo. Ouça:
Let’em Shine Below
Caribbean Nights
Eagle
Em terras canárias conquistaram a cena independente e derrubaram o preconceito com brasileiros produzindo músicas em inglês. Daqui deram um grande passo rumo a grandes festivais gringos como Popload Gig, abrindo para o No Age e o Matt & Kim, e em 2009 no South By Southwest apresentaram um pouco mais do que eles são capazes. Momentos de grande valia para Pedro (Baixo/ Guitarra/ Percussão/ Voz), Arthur (Banjo/ Bateria/ Cavaquinho / Guitarra/ Percussão/ Voz), Tché (Baixo/ Guitarra/ Voz), Marcelo (Baixo/ Banjo/ Guitarra/ Voz), Bernardo (Baixo/ Bateria/ Guitarra/ Percussão/ Voz), pois a crítica internacional especializada não poupou elogios e comentários positivos. Assim fizeram MTV Iggy e Paste Magazine.
O “Green Valley EP”, lançado em 2008, teve seu nome originado da cachaça Vale Verde. Então, se o Green Valley é a cachaça, Sunga adicionou limões, açúcar, gelo e transformou-se em uma deliciosa caipirinha, apreciada por muitos. Se você quiser experimentar um pouco também, o álbum foi disponibilizado no Álbum Virtual, basta fazer o cadastro e baixar gratuitamente. Segue esse e outros links da banda:
Álbum Virtual / Trama Virtual / Twitter
Grande abraço.
Jules
The Vaccines
Depois de uma época de abandono do blog esperamos voltar com as postagens. Iremos reestruturar algumas coisas, introduzir novas sessões e trazer conteúdos interessantes e diferenciados. Enquanto essas mudanças não acontecem (mas irão acontecer, seus lindos) sigo com nossa idéia inicial de falar sobre bandas da qual gostamos. Pensei em diversas bandas, mas hoje resolvi ir junto com a maré em direção a águas frias que banham as terras dos londrinos de som quente e energético do The Vaccines.
O palco inicial de divulgação dos garotos foi o mundo online no qual estouraram com o vídeo para a música “If You Wanna”. Em pouco tempo já estavam na boca do povo e entraram para listas de bandas favoritas dos amantes de boa música, lotando shows e mostrando forte potencial. Então de lista em lista, de show em show, eles encheram o papo. Apareciam na maioria das listagens de apostas musicais para 2011, inclusive na aclamada BBC Sound of 2011 que leva em conta a opinião de 160 críticos, jornalistas e blogueiros britânicos.
O vocalista Justin Young, o baixista Anri Hjorvar, o guitarrista Freddie Cowan e o baterista Pete Robertso não dormiram em serviço e juntamente com a Columbia Records produziram seu debut “What Did You Expect From The Vaccines?”, lançado em 21 de março desse ano. O álbum mostra influência de diversos estilos, de um tom pop ao rock & roll apresentando músicas curtas e explosivas à baladas carregadas de melodias e vocais arrastados. Confiram algumas músicas:
If You Wanna
Wreckin’ Bar (Ra Ra Ra)
Blow It Up
Em questão da sonoridade, o The Vaccines traz um padrão trabalhado por diversas bandas ao longo dos anos, ou seja, não há um grande diferencial. Porém, é bem trabalhado, tem qualidade, e principalmente, leva o ouvinte a diferentes sensações que a meu ver são extremamente agradáveis. E que pelo jeito agradou os caras do Arctic Monkeys, há previsões de uma turnê conjunta pela América com duração de aproximadamente três semanas. Poderia rolar América do Sul, né? O que não está longe de acontecer, já que o próprio site da banda confirmou (dessa vez sem Arctic Monkeys, um minuto de silêncio) a presença deles no festival que todos amam, o Planeta Terra, lá por novembro. Para terminar, deixo o vídeo da música “Post Break-Up Sex”:
E aí, o que vocês esperam do The Vaccines?
See you around, folks.
Jules
Teste, SOM, 1,2,3…Testando, som, som…
Daí galera, já passamos o som, os instrumentos estão afinados, está todo mundo no clima! Então aumenta o som e traz mais uma que o show vai começar!
E pra abrir o show em grande estilo, com música da boa e muita cerveja no freezer, escolhemos uma banda que os três integrantes do blog curtem, Móveis Coloniais de Acaju.
A banda, vinda da nossa capital, surgiu com um grupo de amigos que queria fazer um som diferente, mas acima de tudo se divertir.
Independente não só no estilo musical, mas também na hora de vender seus discos, planejar suas turnês, produzir e vender seus produtos, e até na criação de um festival próprio.
Na estrada desde de 1998, a banda mescla guitarra, baixo, flauta, sax, trombone, gaita, teclados e bateria.
Nesta semana foi lançado o novo clipe, gravado e transmitido em tempo real no Portal da MTV no dia 27/03/2011 (Dia do Grafite) com participação do público via twitter.
Pra quem curtiu pode baixar o CD dos caras pelo trama:
http://albumvirtual.trama.uol.com.br/album/1128131176
http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br




